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quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
José Carlos Ary dos Santos

Não eram meus os olhos que te olharam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisaram
No mais secreto do que existe em ti.
Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vícios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci.
Não fui eu que te quis. E não sou eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu
A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o espermen que te dou, o desespero.
José Carlos Ary dos Santos
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Viajo em nova estrada

Viajo em nova estrada,
Busco uma nova alvorada
Um amor verdadeiro
Um belo companheiro.
Que seja minha cara metade
Goste de amar com verdade,
Ame a vida com alegria
Seja feliz todo dia.
Um amor caprichoso,
Bem esperto e amoroso,
Que saiba como encantar,
Surpreenda toda hora
Que me pega para amar.
Pode parecer brincadeira,
Vivo sempre à minha maneira,
Procuro um homem perfeito
Um amor assim do meu jeito
Isso vai acabar!
Não paro antes de encontrar,
Um amante apaixonado
Um eterno namorado.
Que saiba do amor
Melhor dos que tenho achado.
Um amor para dizer
Eu te amo...
Sem medo de desenganos,
Amor que excede a paixão
Amor que ultrapassa a razão
MÁRCIA ROCHA
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